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OITENTA vezes mais do que em janeiro de 2021!

14 de janeiro de 2022

Em janeiro do ano passado (2021), as exportações de soja em grão atingiram 53,6 mil toneladas e neste ano (2022) deverão ficar em 4,274 milhões de toneladas. Isso significa que o país deve exportar quase 80 vezes mais grãos este mês do que em igual período de 2021 (ANEC - Associação Nacional dos Exportadores de Cereais; Canal Rural). Quanto ao farelo, pela primeira vez os países asiáticos estão comprando mais do Brasil do que a Europa  (Canal Rural). 

A ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) projeta exportação recorde de farelo, influenciada principalmente pelas perspectivas promissoras de venda para países do Sudeste Asiático. A estimativa do consumo doméstico de farelo de soja está em 18,1 milhões de toneladas em 2022, superior aos volumes de 2019 e 2021, mas ainda aquém daquele observado em 2020, quando atingiu 18,9 milhões de toneladas (Canal Rural).

Os países têm diferentes restrições fitossanitárias que precisam ser atendidas para viabilizar a exportação. Por exemplo, a Indonésia exige a ausência de mofos (fungos) e insetos em farelo de soja; já a China, exige a ausência de sementes de três plantas: Cuscuta spp. (plantas parasitas), Ricinus communis (planta invasora), Sorghum spp. (planta invasora); a Malásia exige ausência de partículas de solo, insetos, fungo Microcyclus ulei, mofos (fungos) e sementes de plantas invasoras; a Arábia Saudita exige ausência de Spodoptera frugiperda, pragas de armazenamento e sementes de plantas invasoras; Bangladesh exige ausência de partículas de solo e "estranhas"; Vietnã exige ausência de insetos e mofo (fungos)... A heterogeneidade das exigências se deve à legislação, que é resultado de análise de risco de pragas (ARP), pesquisa que estabelece pragas ausentes no país de destino e sua probabilidade de ir na via-de-ingresso (grão, semente, farelo...). 

Se a exportação for de GRÃOS de soja e o destino China, por exemplo, a exigência é da ausência das seguintas pragas: Acanthoscelides obtectus (inseto), Callosobruchus analis (inseto), Callosobruchus phaseoli (inseto), Prostephanus truncatus (inseto), Sitophilus zeamais (inseto), Trogoderma granarium (inseto), Zabrotes subfasciatus (inseto), Cuscuta spp. (planta parasita), Sorghum almum (planta invasora), Sorghum halepense (planta invasora), Phytophthora megasperma (oomiceto), Arabis mosaic virus, Southern bean mosaic virus, Tobacco ringspot virus e Tomato ringspot virus.

O Laboratório Agronômica realiza análises fitossanitárias oficiais de sementes, grãos, farelo e subprodutos de soja, pois é credenciado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, sob a condição de atender a ABNT NBR ISO/IEC 17025. Próximo a completar 16 anos no mercado, o Agronômica conta com um time de profissionais treinados, que no final do último ano ultrapassou a meia centena. Por isso, o sucesso do agronegócio nos alegra tanto. "Estamos todos no mesmo barco!"