Spodoptera frugiperda, Helicoverpa zea e Euxesta sp. em lavouras de milho em Santa Rosa, RS

29 de agosto de 2019

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Figura 1: Imaturos de Euxesta sp. (A), Spodoptera frugiperda (B, C e D) e Helicoverpa zea (E). Papel milimetrado, cada quadrado menor tem 1 mm de lado.

Figura 2: Espigas de milho oriundas de lavoura em Santa Rosa, RS.



Figura 3: Detalhe dos orifícios em espiga de milho causado por Spodoptera frugiperda.



Figura 4: Detalhe do dano causado por Spodoptera frugiperda em espiga de milho.



Figura 5: Larvas de Euxesta sp.



Figura 6: Pupas de Euxesta sp.



Figura 7: Detalhe dos danos causados por Euxesta sp. em espiga de milho.



Imaturos vivos de Spodoptera frugiperda (Lepidoptera: Noctuidae) (Figura 1B, C e D), Helicoverpa zea (Lepidoptera: Noctuidae) (Figura 1E) e Euxesta sp. (Diptera: Otitidae) (Figura 1A), encontrados em espigas de milho oriundas de lavouras destinadas à silagem em Santa Rosa, RS (Figura 2). Data Coleta da Amostra: 15/04/2019; Recebimento: 22/04/2019; Resultado: 17/05/2019.

As amostras foram coletadas (15 abr 2019) em área com cultivo sucessivo de milho. A rotação de culturas é uma das práticas do MIP (Manejo Integrado de Pragas), a qual visa quebrar o ciclo de diversas pragas e doenças associadas à cultura. Com o cultivo sucessivo, a presença de restos culturais pode permitir a manutenção de pragas e doenças na área, favorecendo a infestação das plantas da lavoura subsequente desde o início do desenvolvimento. 

A lagarta-do-cartucho, S. frugiperda, é uma das principais pragas da cultura do milho, atacando a planta em praticamente todos os estágios de desenvolvimento. Quando a infestação ocorre nas fases iniciais, ataca preferencialmente a região do coleto, causando tombamento, morte das plantas e consequentemente falhas na linha de plantio. Durante a fase de crescimento vegetativo, S. frugiperda ataca a região meristemática da planta (cartucho), causando redução da área fotossintética e do crescimento. Durante a fase reprodutiva, pode atacar as espigas, penetrando principalmente pela região basal e mediana (Figuras 3 e 4). A lagarta H. zea é outra importante praga da espiga.  Esta lagarta, por sua vez, inicia o ataque alimentando-se dos estigmas (cabelos do milho) e penetra na espiga pela ponta, onde inicia o ataque aos grãos. Infestações muito elevadas, com consumo significativo dos estigmas, podem levar a falhas na fertilização e consequentemente na formação dos grãos na espiga. 

Além dos danos diretos, o ataque de S. frugiperda e H. zea pode servir de porta de entrada para doenças e pragas oportunistas, como Euxesta sp. (Figuras 5 e 6). As larvas da mosca penetram na planta através dos ferimentos causados por injúrias mecânicas ou por outros insetos, intensificando os prejuízos causados por eles (Figura 7). 

REFERÊNCIAS

Moreira, H.J.C.; Aragão, F.D. 2009. Manual de Pragas do Milho. Campinas: FMC, 68 p.

Valicente, F. H. 2015. Manejo Integrado de Pragas na Cultura do Milho. Circular Técnica 208, Embrapa Milho e Sorgo, Sete Lagoas, MG. 13p.

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How to cite: Batista F.C.; Lorenset, M. S.; Ferreira, V. A. 2019. Spodoptera frugiperda, Helicoverpa zea e Euxesta sp. em lavouras de milho em Santa Rosa, RS. Agriporticus. Disponível em: <http://www.agronomicabr.com.br/agriporticus/detalhe.aspx?id=869>. Acesso em: 29 ago.2019.