Detecção precoce do Complexo do Enfezamento do Milho

25/03/2021





Sintomas do Complexo do Enfezamento do Milho

Por Marisa Dalbosco & Patrícia de Souza Teló
Contato: marisa.dalbosco@agronomicabr.com.br
 
A cultura do milho vem protagonizando o processo de expansão da atividade agrícola no Brasil por duas importantes razões: devido à sua versatilidade de cultivo em diversas regiões do país, e em função do incremento nacional e internacional de produção de proteína animal e de alta performance energética. Por meio da avicultura, suinocultura e pecuária leiteira, o cultivo de milho vem sendo progressivamente impulsionado em seus ciclos de cultivo anuais denominados de safra e safrinha.
Segundo dados da Conab, nas últimas safras, a produção de milho safrinha vem sendo responsável por cerca de 70% da produção total do grão no Brasil. Dentre as vantagens para este incremento, os especialistas ressaltam: a expectativa de preço melhor de vendas, redução dos preços de insumos e o baixo investimento para a proteção do solo em sistema de plantio direto. 
No entanto, o cultivo da safrinha alerta para os riscos envolvidos no cultivo fora de época, especialmente no que tange às condições climáticas necessárias para o sucesso agronômico dos resultados da cultura, bem como para o aumento dos riscos por pragas que apresentaram importante incidência e severidade durante o período da safra.
Em fevereiro deste ano os auditores fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MAPA, solicitaram para o Laboratório Agronômica e demais laboratórios credenciados junto à Rede Nacional, dados de capacidade operacional para recebimento de amostras de milho. A partir de um levantamento de ocorrência em diferentes áreas, o MAPA visa avaliar a dispersão das pragas que tiveram maior incidência e impacto durante a safra 2020/2021. 
O foco deste levantamento está no “Complexo do Enfezamento do Milho”, denominação utilizada para definir três doenças sistêmicas causadas por agentes patogênicos distintos. O Enfezamento Vermelho, Enfezamento Pálido e a Risca do Milho, doenças que têm como agentes causais: Candidatus Phytoplasma, Spiroplasma kunkelii e Mayze rayado fino virus, respectivamente.
Entre os meses de dezembro/2020 e fevereiro/2021, o Agronômica recebeu e analisou 245 amostras de milho, constando de folhas, colmos e raízes, e de diferentes regiões produtoras do país. Vinte e quatro pragas, entre fungos, bactérias, vírus e nematoides, foram detectadas. Os agentes do Complexo do Enfezamento do Milho foram detectados em 43% destas amostras, fato que justifica a necessidade de um levantamento oficial pelo MAPA durante este período de cultivo.
Para que este segundo ciclo de produção, a safrinha, possa contribuir em saltos de produtividade para o Brasil, medidas assertivas e precoces foram preconizadas aos produtores. Pelo princípio da Imunização recomendou-se o uso de variedades resistentes, bem como, o controle da população do vetor, a cigarrinha-do-milho, Dalbulus maidis.
No decorrer do cultivo, que já está estabelecido em campo, o Laboratório Agronômica pode contribuir com os produtores rurais oferecendo expertise em análises de diagnóstico fitossanitário, a partir de métodos moleculares, para a detecção rápida e segura dos agentes supracitados. Esta detecção precoce poderá auxiliar na tomada de decisão quanto a aplicação de produtos químicos para o controle do vetor ou outras medidas de manejo.
 
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