Gibberella stalk and ear rot in corn, Campo Erê, SC
16/10/2021

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Figura 1. Colmo de milho proveniente de Campo Erê, SC, recebido no laboratório Agronômica para diagnóstico. Os resultados mostraram tratar-se de Podridão-do-colmo, causado por Gibberella zeae. Destaque para os peritécios negros na superfície do colmo. Porto Alegre, RS, fevereiro de 2021.


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Figura 2. Base do colmo de milho (Zea mays) com lesões rosadas. Porto Alegre, RS, fevereiro de 2021.


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Figura 3. Colmo de milho (Zea mays) com o tecido da medula na base do colmo apodrecido e separado da camada externa, com feixes vasculares desintegrados (corte longitudinal). Porto Alegre, RS, fevereiro de 2021.


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Figura 4. Podridão-da-espiga do milho (Zea mays), com grãos e palhas em torno da espiga rosadas. Porto Alegre, RS, fevereiro de 2021.


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Figura 5. Peritécios de Gibberella zeae em colmo de milho (Zea mays). Porto Alegre, RS, março de 2021.


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Figura 6. Ascas com ascósporos de Gibberella zeae corados com Azul de Amann e visualizados sob microscópio ótico. Porto Alegre, RS, fevereiro de 2021.



O Agronômica recebeu colmos de milho (Zea mays), lavoura no  Rio Grande do Sul, com podridão e tombamento de plantas, em fevereiro de 2021. O resultado das análises indicaram tratar-se de podridão-do-colmo e da espiga causado por Gibberella zeae (Fusarium graminearum).

O fungo G. zeae (fase sexuada) é comum em regiões de clima ameno e alta umidade relativa. Causa podridão no colmo e na espiga, levando a reduções significativas em rendimento e qualidade dos grãos em todo o mundo (Kazan et al. 2012; McMullen et al. 2012).  A podridão no colmo consiste no apodrecimento interno dos tecidos da medula, levando a interrupção do fluxo de água e nutrientes e como consequência o tombamento da planta (Wordell Filho & Casa, 2010; Kuhnem et al., 2016). 

A podridão-vermelha se manifesta na espiga, com a coloração rosada associada aos grãos e as palhas, que podem evoluir para grãos chochos, enrugados e com presença de micotoxinas produzidas durante a infecção e colonização das espigas (Munkvold, 2003). 

Referências

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Kazan, K.; Gardiner, D. M.; Manners, J. M. 2012. On the trail of a cereal killer: recent advances in Fusarium graminearum pathogenomics and host resistance. Molecular Plant Pathology, 13:399–413. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1111/j.1364-3703.2011.00762.x.

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McMullen, M.; Bergstrom, G.; De Wolf, E.; Dill-Macky, R.; Hershman, D.; Shaner, G. et al. 2012. A unified effort to fight an enemy of wheat and barley: Fusarium Head Blight. Plant Disease 96:1712–1728. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1094/PDIS-03-12-0291-FE.

Mesterházy, Á.; Lemmens, M. & Reid, L. M. 2012. Breeding for resistance to ear rots caused by Fusarium spp. in maize - a review. Plant Breed. 131:1–19 Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1439-0523.2011.01936.x.

Miller, S. S.; Reid, L. M. & Harris, L. J. 2007. Colonization of maize silks by Fusarium graminearum, the causative organism of gibberella ear rot. Can. J. Bot. 85:369–376 Disponível em: http://www.nrcresearchpress.com/doi/10.1139/B07-027.

Parsons, M. W. Biotic and abiotic factors associated with Fusarium ear rot of maize caused by Fusarium verticillioides. Disponível em: http://dx.doi.org/10.31274/etd-180810-2856.

Presello, D. A.; Reid, L. M. & Mather, D. E. 2004. Resistance of Argentine maize germplasm to Gibberella and Fusarium ear rots. Maydica. 49:73–82 Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Diane-Mather-2/publication/234002491_Resistance_of_Argentine_maize_germplasm_to_Gibberella_and_Fusarium_ear_rots/links/0046353005dbfea961000000/Resistance-of-Argentine-maize-germplasm-to-Gibberella-and-Fusarium-ear-rots.pdf.

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How to cite: Andrade, C. C. L.; Gomes, L. B.; Dalbosco, M.; Guterres, C. W. 2021. Gibberella stalk and ear rot in corn, Campo Erê, SC. Agriporticus. Disponível em: http://www.agronomicabr.com.br/agriporticus/detalhe.aspx?id=2024. Acesso em: 16.out.2021 (Atualize a data de acesso.)


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