Suspeita de viróide em lúpulo, Carazinho, RS
05/12/2018

Ver ampliada

Planta de lúpulo (Humulus lupulus L., inglês: hop), plantio não comercial, em Carazinho, RS, com clorose nas folhas basais. 


Ver ampliada

Planta de lúpulo (Humulus lupulus L., inglês: hop), plantio não comercial, em Carazinho, RS, com clorose nas folhas basais. 



Planta de lúpulo (Humulus lupulus L., inglês: hop), plantio não comercial, em Carazinho, RS, com clorose nas folhas basais. As hipóteses foram levantadas baseadas nas fotos. Se a planta com os sintomas está isolada, com outras sem sintomas no mesmo tipo de solo, descarta-se a hipótese de ser sintoma de deficiência nutricional. Neste caso, planta isolada no meio de plantas sem sintomas, a hipótese de ser viróide, sendo o mais comum o Hop stunt viroid (HSVd). Outras duas possibilidade de viróides são Apple fruit crinkle viroid (AFCVd) e Hop latent viroid (HLVd) (Eastwell & Nelson, 2007).

Plantas jovens de lúpulo cultivar 'Glacier' infectadas com viróide do nanismo exibem uma folhagem amarela brilhante na base da planta. A descoloração torna-se menos pronunciada durante o verão, mas as plantas infectadas continuam exibindo um crescimento fraco (Eastwell & Nelson, 2007).

Como o principal modo de transmissão do HSVd é através de meios mecânicos, deve-se considerar a possibilidade de disseminação do viróide pelos equipamentos usados nas operações do pomar. Isso é particularmente importante no deslocamento de equipamentos e ferramentas entre plantios de lúpulo infectados e não infectados. O tratamento de ferramentas com uma variedade de produtos químicos mostrou inativar os viróides. No entanto, pesquisas adicionais são necessárias para determinar métodos e / ou produtos químicos apropriados para reduzir a probabilidade de transmissão do viróide nas operações de campo (Eastwell & Nelson, 2007).

O teste biológico para HSVd consta da inoculação dos cotilédones de plântulas de pepino com extrato de plantas de lúpulo com sintomas. A avaliação é feita 30 dias após a inoculação, matidas em estufa à 30 ° C, sem iluminação suplementar. As plantas de pepino positivas exibem epinastia e redução acentuada do comprimento dos entrenós (Eastwell & Nelson, 2007).

A recomendação, particularmente se for um pomar comercial, é eliminá-la, pois é fonte de inóculo para outras plantas. Se quiser confirmar, o interessado deverá coletar as folhas com sintomas, enrolá-las num papel jornal e depois embalá-la num saco plástico. Manter na geladeira até enviar ao laboratório. 

Referência:

Eastwell, K. C.; Nelson, M. E. 2007. Occurrence of Viroids in Commercial Hop (Humulus lupulus L.) Production Areas of Washington State. Online. Plant Health Progress doi:10.1094/PHP-2007-1127-01-RS. Disponível em: https://www.plantmanagementnetwork.org/pub/php/research/2007/hop/. Acesso em: 05 dez.2018.

*******

How to cite: Duarte, V. Suspeita de viróide em lúpulo, Carazinho, RS. Agriporticus. <http://www.agronomicabr.com.br/agriporticus/detalhe.aspx?id=813>. Acesso em: 05 dez.2018.

Nova busca

Sobreo projeto

O AgriPorticus é um projeto do Agronômica, laboratório de diagnóstico fitossanitário, de iniciativa privada, credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Visite o site para maiores informações: www.agronomicabr.com.br