Bipolaris maydis em sementes de Panicum maximum
26/09/2018

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Bipolaris maydis (Nisik e Miyake) Shoemaker, praga não regulamentada, agente causal da helmintosporiose, presente em semente de Panicum maximum destinada à exportação.


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Bipolaris maydis (Nisik e Miyake) Shoemaker, praga não regulamentada, agente causal da helmintosporiose, presente em semente de Panicum maximum destinada à exportação.


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Bipolaris maydis (Nisik e Miyake) Shoemaker, praga não regulamentada, agente causal da helmintosporiose, presente em semente de Panicum maximum destinada à exportação.


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Esporo de Bipolaris maydis (Nisik e Miyake) Shoemaker, praga não regulamentada, agente causal da helmintosporiose, presente em semente de Panicum maximum destinada à exportação.



Bipolaris maydis (Nisik e Miyake) Shoemaker, praga não regulamentada, agente causal da helmintosporiose, presente em sementes Panicum maximum destinadas à exportação (Protocolo 121513, Amostra 18977).

Entre as doenças que podem ocorrer em cultivares de P. maximum, além do carvão (Tilletia ayresii Berkeley.) e ferrugem (Uromyces  setariae-italicae Yoshino), merecem destaque as manchas foliares causadas pelos fungos Cercospora spp., Phoma spp. e, principalmente, por Bipolaris maydis (Nisik e Miyake) Shoemaker. Martinez et al. apontam a mancha foliar causada por B. maydis como a principal doença desta forrageira, sendo a cultivar Tanzânia-1 considerada a mais suscetível.

O fungo B. maydis foi descrito pela primeira vez em 2003, causando mancha foliar em capim Tanzânia-1 no Brasil, sendo posteriormente relatada elevada incidência em cultivares de P. maximum, sobretudo nesta cultivar. Este patógeno é também relatado para diversas outras espécies vegetais, tais como: milho, milheto, capim-elefante, podendo incidir também sobre genótipos de Brachiaria spp., Paspalum spp. e Pennisetum spp.

Martinez (2004) realizando levantamento de doenças em gramíneas forrageiras em Marechal Cândido Rondon, Paraná, encontrou manchas foliares causadas por B. maydis com grande incidência em cultivares de P. maximum, sobretudo na cultivar Tanzânia-1.

As plantas infectadas por B. maydis apresentam inicialmente manchas foliares castanhas, pequenas (0,3-1,0 cm) e elípticas, que aumentam em tamanho com a evolução da doença, passando a exibir centros de cor parda a marrom, circundados por halo marrom escuro. Pode ocorrer a formação de longas áreas necróticas na superfície foliar, devido ao coalescimento de lesões. Em casos de alta severidade, as folhas amarelecem e secam prematuramente, causando redução significativa da produtividade e da qualidade da forragem, devido à perda de área foliar fotossintética da planta. 

Referências

Anjos, J.R.N., Charchar, M.J.A., Teixeira, R.N.; Anjos, S.S.N. Ocorrência de Bipolaris maydis causando mancha foliar em Paspalum atratum cv. Pojuca no Brasil. Fitopatologia Brasileira 29:656-658. 2004.

Charchar, M. J. A.; Anjos, J. R. N.; Fernandes, F. D.; Fernandes, C. D. Panicum maximum cv. Tanzânia nova hospedeira de Bipolaris maydis. Fitopatologia Brasileira, Brasília, v. 28, p. 385, 2003. Suplemento.

Marcos, M.F.; Jank, L.; Fernandes, C.D.; Verzignassi, J.R.; Mallmann, G.; Queiróz, C.A.; Batista, M.V..Reação a Bipolaris maydis, agente causal da mancha foliar, em híbridos apomíticos de Panicum maximum. Summa Phytopathologica, v.41, n.3, p.197-201, 2015.

Martinez, A. S. Ocorrência de doenças e presença de fungos produtores de micotoxinas em gramíneas forrageiras em Marechal Cândido Rondon/PR. 2004.

Martinez, A. S.; Franzener, G.; Stangarlin, J. R. Dano causado por Bipolaris maydis em Panicum maximum cv. Tanzânia. Ciências Agrárias, Londrina, v. 31, n. 4, p. 863-870, out./dez. 2010

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How to cite: Mello‎, R. M. O. Bipolaris maydis em sementes de Panicum maximum. Disponível em: http://www.agronomicabr.com.br/agriporticus/detalhe.aspx?id=779. Acesso em: 26 set.2018.

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