Lobesia botrana: praga quarentenária ausente
16/09/2018

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Detelhe das manchas características de Lobesia botrana. Fonte: Maria Victória Ciarla, SENASA, Argentina


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Adulto de Lobesia botrana em piso de armadilha


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Vista ventral de adulto de Lobesia botrana


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Quetotaxia do segmento abdominal A9 de Lobesia botrana


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Genitália montada de Lobesia botrana


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Detalhe da asa de Lobesia botrana


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Detalhe das setas D1_2c, D2 e SD1 no segmento A9 de Lobesia botrana


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Presenc¸a de duas setas pre-espiraculares no protórax de Lobesia botrana


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Mariposas de Lobesia botrana para material de refere^ncia 


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Genita´lia do macho de Lobesia botrana


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Curso de capacitação na identificação taxonômica de Lobesia botrana. Porto Alegre, RS, 28/08/2018



Lobesia botrana é uma mariposa da família Tortricidae, comumente conhecida como traça-da-uva. O inseto pertence à mesma subfamília (Olethreutinae) de outras pragas importantes em cultivos de frutíferas, tais como a mariposa oriental Grapholia molesta e Cydia pomonella, tendo sido a última recentemente erradicada no Brasil.


A mariposa L. botrana é originária de Europa e Àsia; no entanto, invadiu o continente americano no ano de 2008, sendo registrada pela primeira vez no Chile. Em 2009 a praga foi detectada nos EUA e posteriormente na Argentina. A presença da praga em regiões de importantes rotas turísticas na Argentina é um dos fatores que contribuíram para a sua disseminação no país, devido ao fluxo de material vegetal associado ao turismo. Além disso, o trânsito de veículos e mesmo de embalagens de regiões com a presença da praga para outras regiões produtoras de uva. Atualmente a limpeza de veículos  empregados no transporte de uva provenientes de regiões com a presença da praga tem sido adotada como medida de controle.


Lobesia botrana é uma importante praga em cultivos de videira em todos os países em que ocorre, mas também está associada a outras culturas como mirtilo e Prunus spp. (SENASA, 2018). A espécie possui um ciclo de vida com 2 a 3 gerações por ano, passando por cinco estádios larvais, pupa e a fase adulta. O número de gerações e a duração do ciclo variam em função de fatores ambientais, os mais importantes são temperatura e fotoperíodo (Thiery & Moreau, 2005). Durante o inverno o inseto entra em diapausa no estádio de pupa e permanece protegida do clima dentro da cortiça da videira (Roditakis & Karandinos, 2001). As lagartas de L. botrana se alimentam tanto das folhas da videira quanto de seus frutos.


Lobesia botrana não ocorre no Brasil, atualmente é feito um esforço para erradicá-la nos países do Cone Sul onde está presente (oficialmente Argentina e Chile) e para monitorar nos países livres da praga. O MAPA atualmente já monitora regiões produtoras de uva no estado do Rio Grande do Sul, utilizando armadilhas tipo delta com feromômio da fêmea, mesma técnica empregada nos países fronteiriços.


O curso de capacitação fez parte do programa oficial do COSAVE para evitar a disseminação da traça-do-cacho da videira, ausente no Brasil, e ocorreu em Porto Alegre, RS, Brasil, agosto de 2018.


Referências


THIERY, D.; MOREAU, J. Relative performance of European grapevine moth (Lobesia botrana) on grapes and other hosts. Oecologia, v. 143, n. 4, p. 548, 2005.


RODITAKIS, Nikos E.; KARANDINOS, Michael G. Effects of photoperiod and temperature on pupal diapause induction of grape berry moth Lobesia botrana. Physiological Entomology, v. 26, n. 4, p. 329-340, 2001.


SENASA. Disponível em: http://www.senasa.gob.ar/cadena-vegetal/frutales/produccion-primaria/programas-fitosanitarios/lobesia-botrana. Acesso em 13 set.2018.


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How to cite: Ferreira, V. A.; Batista, F. C.; Marchetti, M. M. Disponível em: http://www.agronomicabr.com.br/agriporticus/detalhe.aspx?id=775. Acesso em: 16 set.2018. (atualize a data de acesso)

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